Elomar
Arrumação (versão 1)
Intro: D A D A D A D A B
D F#m Bm7 F#m7 E A A7
Jo-se–fina sai cá fora e vem vê
D F#m7 Bm7 F#m7 C# C#7
Olha os forro ramiado vai chu-vê
F# F#/F D#m7 A#m7 G#m7 F#m7
Vai tri–mina riduzi to-da criação
Bm7 F#m7 Bm7 F#m7
Das bandas de lá do ri Gavi—ão
Bm7 F#m7 B
Chiquera pra cá já ronca o truvão
REFRÃO:
D A D A
// Futuca a tuia, pega o catadô
D A D A B
Vamo planta feijão no pó//
D F#m Bm7 F#m7 E A A7
Mãe Pru-dença inda num cuieu o ai
D F#m7 Bm7 F#m7 C# C#7
O ai roxo dessa lavora tardã
F# F#/F D#m7 A#m7 G#m7 F#m7
Di-li—gença pega pani-cum balai
Bm7 F#m7 Bm7 F#m7
Vai cum tua irmã,vai num pulo só
Bm7 F#m7 B
Vai cuiê o ai, o ai da tua avó
Refrão:
D F#m Bm7 F#m7 E A A7
Lu-a nova sussarana vai passá
D F#m7 Bm7 F#m7 C# C#7
Sê-da Branca, na passada ela levô
F# F#/F D#m7 A#m7 G#m7 F#m7
Ponta d´unha, lua fina risca o céu
Bm7 F#m7 Bm7 F#m7
A onça prisunha, a cara de réu
Bm7 F#m7 B
O pai do chiquêro a gata comeu
D A D A
Foi um trovejo c´ua zagaia só
D A D A B
Foi tanto sangue que dá dó
D F#m Bm7 F#m7 E A A7
Os ci–gano já subiro bêra ri
D F#m7 Bm7 F#m7 C# C#7
É só danos, todo ano nunca vi
F# F#/F D#m7 A#m7 G#m7 F#m7
Pa-ci—ênca, já num guento as pirsiguição
Bm7 F#m7 Bm7 F#m7
Já só caco véi nesse meu sertão
Bm7 F#m7 B
Tudo que juntei foi só pra ladrão
Arrumação (versão 2)
Tom: Eb (forma dos acordes no tom de C)
Capotraste na 3ª casa
[Intro] C F C G
C G F C G
C F C G
C G A
C Em Am Em D/F# G A Em D/F# G
Jo_se_fina sai cá fo_ra e vem vê
C Em Am G D/F# Em A Em C B7
O__lha os forro ra_mi__a___do vai chu___vê
E Ab C#m E F# E C Am G D/F# Em
Vai tri_mina ri_du_zi to_da cri_a___ção
C G Am E7/Ab
Das bandas de lá do ri Gavião
C G/B C G A
Chiquera pra cá já ronca o truvão
C F C G C G F C G
Futuca a tuia, pega o catadô
C F C G C G A
Vamo planta feijão no pó
C F C G C G F C G
Futuca a tuia, pega o catadô
C F C G C G A
Vamo planta feijão no pó
C Em Am G D/F# Em A Em D/F# G
Mãe Purdença in_da num cui_eu o ai
C Em Am G D/F# Em A Em C B7
O ai roxo des__sa la_vo_ra tardã
E Ab C#m E F# E C Am G D/F# Em
Di_li_gença pe_ga pa__ni_cum ba______lai
C G Am E7/Ab
Vai cum tua irmã, vai num pulo só
C G/B C G A
Vai cuiê o ai, o ai da tu__a avó
C F C G C G F C G
Futuca a tuia, pega o catadô
C F C G C G A
Vamo planta feijão no pó
C F C G C G F C G
Futuca a tuia, pega o catadô
C F C G C G A
Vamo planta feijão no pó
C Em Am G D/F# Em A Em D/F# G
Lu_a nova sus_sa___ra__na vai pas___sá
C Em Am G D/F# Em A Em C B7
Sê__da Branca, na pas__sada e__la le__vô
E Ab C#m E F# E C Am G D/F# Em
Ponta d´unha, lu_a fina risca o céu
C G Am E7/Ab
A onça prisunha, a cara de réu
C G/B C G A
O pai do chiquêro a gata comeu
C F C G C G F C G
Foi um trovejo c´ua zagai_a só
C F C G C G A
Foi tanto sangue que dá dó
C Em Am G D/F# Em A Em D/F# G
Os ci_gano já su___bi__ro bê__ra ri
C Em Am G D/F# Em A Em C B7
É só danos, to__do a__no nun_ca vi
E Ab C#m E F# E C Am G D/F# Em
Paci__ênca, já num guento as pir_si_gui__ção
C G Am E7/Ab
Já só caco véi nesse meu sertão
C G/B C G A
Tudo que juntei foi só pra ladrão
C F C G C G F C G
Futuca a tuia, pega o catadô
C F C G C G A
Vamo planta feijão no pó
C F C G C G F C G
Futuca a tuia, pega o catadô
C F C G C G A
Vamo planta feijão no pó
A Função
Tom: C (forma dos acordes no tom de A)
Capotraste na 3ª casa
[Intro] Dm Am
( Am )
F C
Vem joão
F C
Trais as viola siguro na mão
F C
Pega a manduréba atiça os tição
F C
Carrega pru terrêro os banco e as cadêra
Fm G Cm
E chama as minina prá rodá o baião
Am Dm Am E Am
Nós dois sentado junto da foguêra
Dm F E Am
Vamo fazê a nossa brincadêra e cantá
F C
A lijêra moda de lovação
F C
Em homenagem ao nosso são joão
Fm G Cm
E prá acabá cum a saudade matadêra
Am Dm Am E Am
Você canta lijêra, canto moirão
Am Dm Am E Am
Você canta lijêra, canto moirão
Bb C
Ai meu são joão, lá das aligria
Bb C
Ai meu são joão, lá das aligria
G A Dm
A saudade cada dia mais me doi no coração
( Dm Am )
( Am )
F C F C
Vem joão, vamo meu bichin cantá o moirão
F C
Tem um bicho roeno o meu coração
F C
Cuano eu era minino a vida era manêra
Fm G Cm
Não pensava na vida junto da foguêra
Am Dm Am E Am
Brincano cun’s irmão a noite intêra
Dm F
Sem me dá qui êsse tempo bom
E Am
Havéra de passá
F C
E a saudade me chegá essa féra
F C
Quem pensá qui êsse bicho é da cidade
Fm G Cm
S’ingana a saudade nasceu cá no sertão
Am Dm Am E Am
Na bêra da foguêra de são joão
Am Dm Am E Am
Na bêra da foguêra de são joão
Bb C
Ai meu são joão, lá das aligria
Bb C
Ai meu são joão, lá das aligria
G A Dm
A saudade cada dia mais me doi no coração
( Dm Am )
A Meu Deus um Canto Novo
Tom: D
[Intro] Eb Bb Dm Am C G/B G D
D Am D Am D A D
D Bm
Bem de longe na grande viagem
A G D E A
Sobrecarregado para o descansa – ar
C F G Dm
Emergi de paragens ciganas
Eb Bb Dm Am
Pelas mãos de Elmana, santos como a luz
C G/B G
E em silêncio contemplo, então
D
Mais nada a revelar
D F#m Bb F
Fatigado e farto de clamar às pedras
Am G A
De ensinar justiça ao mundo pecador
F Bb F
Oh lua nova quem me dera
G Dm
Eu me encontrar com ela
Eb Bb
No pispei de tudo
Dm Am
Na quadra perdida
C G/B
Na manhã da estrada
G D
E começar tudo de novo
D Bm
Topei in certa altura da jornada
A G D E A
Com um qui nem tinha pernas para anda – ar
C F G Dm
Comoveu-me em grande compaixão
Eb Bb
Voltando o olhar para os céus
Dm Am
Recomendou-me ao Deus
C G/B G
Senhor de todos nós rogando
D
Nada me faltar
D F#m Bb F
Resfriando o amor a fé e a caridade
Am G A
Vejo o semelhante entrar em confusão
F Bb F
Oh lua nova quem me dera
Gm Dm
Eu me encontrar com ela
Eb Bb
No pispei de tudo
Dm Am
Na quadra perdida
C G/B
Na manhã da estrada
G D
E começar tudo de novo
D Bm
Boas novas de plena alegria
A G D E A
Passaram dois dias da ressurreiçã – ão
C F G Dm
Refulgida uma beleza estranha
Eb Bb
Que emergiu da entranha
Dm Am
Das plagas azuis
C G/B
Num esplendor de glória
G D
Avistaram u’a grande luz
D F#m Bb F
Fatigado e farto de clamar às pedras
Am G A
De ensinar justiça ao mundo pecador
F Bb F
Vô prossiguino istrada a fora
G Dm
Rumo à istrêla canora
Eb Bb Dm Am
E ao Senhor das Searas a Jesus eu lôvo
C G/B
Levam os quatro ventos
G D
Ao meu Deus um canto novo
Acalanto
Tom: Em
[Intro] Em D Em
A# D G
Em
Certa vez ouvi contar
D Em
Que muito longe daqui
A# D G Em
Bem pra lá do são francisco, ainda pra lá
Em C Em
Em um castelo encantado
Em C Em
Morava um triste rei
B Em
E uma linda princezinha
D Em
Sempre a sonhar
Em
Ela sempre demorava
D Em
Na janela do castelo
A# D G
Todo dia à tardezinha, a sonhar
Em C Em
Bem pra lá do seu castelo
Em C Em
Muito além, ainda mais belo
B Em
Havia outro reinado
D Em
De um outro rei
Em
Certo dia a princesinha
D Em
Que vivia a sonhar
A# D G
Saiu andando sozinha, Ao luar
Em C Em
E o castelo encantado
Em C Em
Foi ficando inda prá lá
B Em
Caminhando e caminhando
D Em
Sem encontrar
Em A
Contam que essa princezinha
Em A
Não parou de caminhar
C D Em
E o rei endoideceu
C D Em
E na janela do castelo morreu
Am Em
Vendo coisas ao luar
( Em B Em B )
Tom: C (forma dos acordes no tom de A)
Capotraste na 3ª casa
C G F D/F# Am
Campo branco minhas penas que pena secou
Em Dm D4 C G C D/F#
Todo o bem qui nóis tinha era a chuva era o amor
C G C G F A F#m Bm A
Num tem nada não nóis dois vai penano assim
C#m F#m C#m
Campo lindo ai qui tempo ruim
F C Dm/F D/F# Am
Tu sem chuva e a tristeza em mim
C G Am6/C G
Peço a Deus a meu Deus grande Deus de Abrãao
Am Em
Prá arrancar as pena do meu coração
Em D/F# D/F#
Dessa terra sêca in ança e aflição
A F#m Bm A
Todo bem é de Deus qui vem
C#m F#m C#m
Quem tem bem lôva a Deus seu bem
F C Dm/F D/F# Am
Quem não tem pede a Deus qui vem
C G F D/F# Am
Pela sombra do vale do ri Gavião
Em Dm D4 C G C D/F#
Os rebanhos esperam a trovoada chover
C G C G F A F#m Bm A
Num tem nada não também no meu coração
C#m F#m C#m
Vô ter relampo e trovão
F C Dm/F D/F# Am
Minh’alma vai florescer
C G Am6/C G
Quando a amada a esperada trovoada chegá
Am Em
Iantes da quadra as marrã vão tê
m D/F# D/F#
Sei qui inda vô vê marrã parí sem querer
A F#m Bm A
Amanhã no amanhecer
C#m F#m C#m
Tardã mais sei qui vô ter
F C Dm/F D/F# Am
Meu dia inda vai nascer
C G F D/F# Am
E esse tempo da vinda tá perto de vin
Em Dm D4 C G C D/F#
Sete casca aruêra cantaram prá mim
C G C G F A F#m Bm A
Tatarena vai rodá vai botá fulô
C#m F#m C#m
Marela de u’a veis só
F C Dm/F D/F# Am
Prá ela de u’a veis só
Cantiga de Amigo
(Em D Em)
Em Am Em
Lá na Casa dos Carneiros onde os violeiros
Am Am7 G (Em D Em)
vão cantar louvando você
Em Am Em
em cantiga de amigo cantando comigo
Am Am7 G A Em
somente porque você é minha amiga mulher
Em/G Em A A7 Em (13 10) A (42 32 22 10 13 12 10 23)Em D Em
lua nova do céu que já não me quer
Em Am Em
Dezessete é minha conta vem minha amiga e conta
Am Am7 G (Em D Em)
uma coisa linda pra mim
Em Am Em
conta os fios dos teus cabelos sonhos e anelos
Am Am7 G A Em
conta-me se o amor não tem fim, madre amiga é ruim
Em/G Em A A7 Em (13 10) A (42 32 22 10 13 12 10 23)Em D Em
me mentiu jurando amor que não tem fim
Em Am Em
Lá na Casa dos Carneiros sete candeeiros
Am Am7 G (Em D Em)
iluminam a sala de amor
Em Am Em
sete violas em clamores sete cantadores
Am Am7 G A Em
são sete tiranas de amor, pra amiga em flor
Em/G Em A A7 B7 (B7^)
qui partiu e até hoje não voltô… ôooo…
Em Am Em
Dezessete é minha conta vem minha amiga e conta
Am Am7 G (Em D Em) G Am Em D G Am Em D (Em D Em)
uma coisa linda pra mim
Em Am Em
pois na Casa dos Carneiros violas e violeiros
Am Am7 G A Em
só vivem clamando assim, madre amiga é ruim
Em/G Em A A7 Em (13 10) A (42 32 22 10 13 12 10 23)Em D Em
me mentiu jurando amor que não tem fim.
Cantiga do Boi encantado
A
Ê Ê Ê Ê Ê Ê … boi incantado e aruá
B
Ê boi quem havera de pegá
B A B
Na mia vida de vaquêro vagabundo
E A B
já nem dô conta dos pirigo qui infrentei
A
apois aqui das nação de gado qui ai no mundo
E B7
num tem um só boi qui num peguei
A
Ê Ê Ê Ê Ê Ê … boi incantado e aruá
B
Ê boi quem havera de pegá
B A B
Eu vim de longe, bem pra lá daquela serra
E A B
qui fica adonde as vista num pode alcançar
A
Ricumendado dos vaquêro de mia terra
E A B
Pra nessas banda eles nóis representar
A
Alas qui viemo in dois eu e mais Ventania
E A B
O mais famado dos cavalo do lugá
B A B
Meu sabaruno rei do largo e do grotão
E A B
Vê si num isquece da premessa qui nóis feiz
A
Naquela quadra de terra, laço e moirão
E A B
Na luz da tarde os olhos dela e meu cantá
A
A mais bunita de brumado ao pancadão
E B E B7
Juremo a ela viu ti pegá boi aruá
A
Ê Ê Ê Ê … boi incantado e aruá
B
Ê boi quem havera de pegá
B A B
De indubrasil nerol’ xuite guadimá
E A B
Mouro junquêro pintado nuve e alvação
A
Junquêro giz pé duro landrêis malabá
E A B
Pintado laranjo rajado lubião
A
Boi de gabarro banana môcho armado
E A B
De curralêro ao levantado barbatão
B A B
De todos boi qui ai no mundo já peguei
E A B
Afóra lá ele qui tem parte cum cão
A
O tal boi bufa cum este nunca labutei
E A B
E o incantado qui distinemo a pegá
A
Pra nóis levá pras terra daquela donzela
E B E B7
Juremo a ela viu te levá boi aruá (bis)
A
Ê Ê Ê Ê Ê Ê … boi incantado e aruá
B
Ê boi quem havera de pegá
Canto do Guerreiro Mongoió
Uiúre iquê uatapí qui apecatú piaçaciara
Unheên uaá uicú arauaquí ára uiúre lanêiara
G D/B C Am G
Depois, depois de muito tempo voltei ao meu antigo lar.
D/B C Am Bm
Desilusões que disinganos não tive onde repousar
G D/B C Am G
Cortaram o tronco da Palmeira tribuna de um velho Sabiá
D/B E E7 F#m
E o antigo tronco da Oliveira jogado pro canto pra lá
F# Bm
Qui ingratidão pra lá
G D/B
Adeus vô imbora pra Tromba
C Am G
Lá onde Maneca chorô
Bm
De lá vô indo pro Ramalho
C A G
Prú vale verde do Yuyú
D/B C Am G
Um dia bem criança eu era ouvi de um velho cantador
D/B C Am Bm
Sentado na praça da Bandeira que vela a tumba dos heróis
G D/B C Am G
Falou do tempo da conquista da terra pelo invasor
D/B E E7 F#m
Qui em inumanas investidas venceram os índios Mongoiós
F# Bm
Valentes Mongoiós
G D/B C Am G
Falou de antigos cavaleiros primeiros a fazer um lar
D/B C Am G
No vale do Jibóia no Outeiro Filícia, Coati, Tamanduá
D/B C Am G
Pergunto então cadê teus filhos os homens de opinião
D/B C Am Bm
Não dói-te vê-los no exílio errantes em alheio chão
G D/B C Am G
Nos termos da Virgem Imaculada não vejo mais crianças ao luar
D/B E E7 F#m
Por estas me bato em retirada vou indo cantá em outro lugar
F# Bm
Cantá pra não chorar
G Bm
Adeus vô imbora pra sombra
C Am G
Do vale do ri Gavião
Bm
No peito levarei teu nome
C Am G
Tua imagem nesta canção
D/B C Am G
Por fim já farto de tuas manhas teus filtros tua ingratidão
D/B C Am G
Te deixo entregue a mãos estranhas teus filhos não vão te amar não
D/B C Am G
E assim como água deixa a fonte também te deixo pra não mais
D/B E E7 F#m
Do exílio talvez inda te cante das flores a noiva entre os lençóis
F# Bm
Dos brancos cafezais
G Bm
Adeus, adeus meu pé-de-serra
C Am G
Querido berço onde nasci
Bm
Se um dia te fizerem guerra
C Am G
Teu filho vem morrer por ti.
Clariô
Ai clariô, ai clariá
é a claridade / da barra do dia / que vai chegá
( D A)
Ai clariô, ai ai clariô 2X
( D A)
Purriba do lagêdo o luá chegô
ja cá na Cabicêra a função pispiô
amiã cedo a lua já entrô
eu vô passá a noite intêra
cantano clariô
(G F)
E eu qui vim só
(Dm Am )
só pra vê meu amô
C
sei que vô ficá só
( D A )
pois ela num chegô
(D A)
Ai clariô, ai ai clariô
( D A)
As baronêsa já abriu as fulô
nos catre e nas marquêsa as figura sentô
a pé de bode abriu asa e cantô
nas baxa e nas verêda seu canto raiô
( G F )
E eu qui vim só
(Dm Am )
só pra vê meu amô
C
sei que vô ficá só
(D A )
pois ela num chegô
(D A)
Ai clariô, ai ai clariô
Curvas do Rio
Intro:(B C# G#m)
(B C# G#m )
Vô corrê trecho / Vô percurá u’a terra preu pudê trabaiá
( B C# D#m )
Pra vê se dêxo / essa minha pobre terra véia discansá
(G#m C# G#m )
Foi na Monarca / a primeira dirrubada
( D#m C# D#m )
Dêrna d’intão / é sol e fogo é tái d’inxada
(B C# B C# G#m F# )
Me ispera, assunta bem / inté a boca das água qui vem
( G#m F# G#m B F# G#m B F# G#m) (B F# G#m)
Num chora, conforma muié / eu volto se assim deus quisé
( B C# G#m )
Tá um aperto / mais qui tempão de Deus no sertão catinguêro
( B C# D#m )
Vô dea um fora / só dano um pulo agora in Son Palo Triâng’ Minêro
( G#m C# G#m )
É duro moço / esse mosquêro na cozinha
( D#m C# D#m )
A corda pura / e a cuia sem um grão de farinha
( B C# B C# G#m F# )
A bença, afiloteus / te dêxo intregue nas guarda de Deus
( G#m F# G#m B F# G#m B F# G#m ) (B F# G#m)
Nocênça, ai sôdade viu / Pai volta prás curva do rio
( B C# G#m )
Ah mais cê veja / num me resta mais creto prac um furnecimento
( B C# D#m )
Só eu caino / nas mãos do véi Brolino mêrmo a deis pur cento
( G#m C# G#m )
É duro moço / retirá prum trecho alei
( D#m C# D#m )
C’ua pele no osso e as alma nos bolso do véi
( B C# B C# G#m F# )
Me ispera, assunta viu / sô imbuzêro nas bêra do rio
( G#m F# G#m B F# G#m )
Conforma, num chora mulé / eu volto se assim Deus quisé
( G#m F# G#m B F# G#m B F# G#m) (B F# G#m)
Num dêxa o rancho vazio / eu volto prás curva do rio
Cavaleiro do São Joaquim
Tom: D
[Intro] D Bm D/F# G
D Bm D/F# A
D Bm D/F# G
Caminhando eu vou
D Bm D/F# A
Nesta estrada sem fim
D Bm D/F# G A F
Levando meu mocó de saudade e esperanças
Dm C Dm Bº Am A
Que a vida juntou pra mim
D Bm D/F# A D
E no peito uma dor sem fim
D Bm D/F# G
Lembro de uma canção
D Bm D/F# A
Que ela cantava pra mim
D Bm D/F# G
Um trem numa estação
A F
Que partiu levando o bem
Dm C Dm Bº Am A
Derradeiro e só deixou
D Bm D/F# A D
No meu peito uma grande dor
F Dm
Sonho que na derradeira curva do caminho
Gm Dm Bb11+ A7/11
Existe um lugar sem dor sem pedra sem espinhos
F Dm
Mas se de repente lá chegando não encontrar
Gm Dm Bb11+ Dm A
Seguirei em frente caminhando a procurar
D Bm D/F# G
Caminhante tão só
D Bm D/F# A
Vejo a terra ruim
D Bm D/F# G
O sol tudo queimou
A F
A lagoa virou pó
Dm C Dm Bº Am A
E os rebanhos estão caindo
D Bm D/F# A D
Vêm fugindo atrás de mim
D Bm D/F# G
Cavandante eu sou
D Bm D/F# A
Por este reino sem fim
D Bm D/F# G
Meu cavalo voou
A F
Procurando um lugar
Dm C Dm Bº Am A
Que minha avó contava pra mim
D Bm D/F# A D
Meu menino do São Joaquim
D Bm D/F# A D
Cavaleiro do São Joaquim
F Dm
Sonho que na derradeira curva do caminho
Gm Dm Bb11+ A7/11
Existe um lugar sem dor sem pedra sem espinhos
F Dm
Mas se de repente lá chegando não encontrar
Gm Dm Bb11+ Dm A
Seguirei em frente caminhando a procurar
D Bm D/F# G
Caminhando eu vou
D Bm D/F# A
Nesta estrada sem fim
D Bm D/F# G A F
Levando meu mocó de saudade e esperanças
Dm C Dm Bº Am A
Que a vida juntou pra mim
D Bm D/F# A D
E no peito uma dor sem fim
D Bm D/F# A D
Cavaleiro do São Joaquim
D Bm D/F# A D
Cavaleiro do São Joaquim
D Bm D/F# A D
Cavaleiro do São Joaquim
Dassanta
Tom: A
(D A )
Mais o pió qui era sua buniteza
( Bm F#m )
virõ u’a besta fera naquelas redondeza
( Bm F#m )
in todas brincadéra adonde ela chegava
( Bm F#m )
as mulé dancadêra assombrada ficava
( D Bm )
já pois dela nas féra os cantadô dizia
( D )
qui a dô e as aligria na sombra dela andava
(E A Bm F#m Bm F#m )
e adonde ela tivesse a véa da foice istava / a véa da foice istava
(D A)
In todas as brincadéra adonde ela ia
(Bm F#m )
iantes dela chegava na frente as aligria
(Bm F#m )
dispois só se uvia era o trincá dos ferro
(Bm F#m)
as mãe soltano uns berro chorano mal dizia
(D Bm )
e triste no ôtro dia era só chôro e intêrro,
(D E A Bm F#m )
chôro e intêrro, chôro e intêrro / chôro e intêrro, chôro e intêrro
(A G# F#m)
(D A )
Dassanta era bunita qui inté fazia horrô
(E Bm F#m )
no sertão prú via dela muito sangue derramô
( Bm D A )
conta os antigos quela dispois da morte virô
( Bm )
passú das asa ‘marela jaçanã pomba fulô
(D E A F#m )
fulô rôxa do Panela só lá tem essa fulô
(D Bm D E D A E ) Bm
dispois da morte virô pássu japiassoca assú…
Desafio do Auto da Catigueira
G
Sinhores dono da casa
o cantadô pede licença
C
prá puxá a viola rasa
G
aqui na vossa presença
C
venho da banda do Norte
Am
cum pirmissão da sentença
C
cumprino mia sina forte
m
já por muitos cunhicida
buscano a inlusão da vida
Bm
ou os cutelo da morte
C
e das duas a prifirida
A7 E7
a qui mim mandá a sorte.
G D Em G D Em G D Em
E7
Já qui nunciei quem sô
dêxo meu convite feito
pra qualqué dos cantadô
do qui se dá pur respeito
aqui qui pru acaso teja
A7 E7
nessa função de aligria
e prá qui todos me veja
A7 E7
pucho alto a cantoria
Bm
nessa viola de peleja
A7
qui quano num mata aleja
Bm E7
cantadô de arrilia
G
só na iscada dua igreja
labutei cua duza um dia
cinco morrêro d’inveja
treis de avêcho, um de agunia
matei os bichos cum mote
Bm
qui já me deu treis muié
Am
é a história dum cassote
cum cuati e cum saqué
o cassote com um pote
A7
cuô pru cuati um café
C A7
iantes ofreceu um lote
C A7
num saco prá o saqué
C A7
o saqué secô o pote
C A7
dexô o cuati só cua fé
C A7
di qui dentro do tal pote
C A7
inda tinha algum café
C A7
e xispô sambano um xote
C A7
o inxavido do saqué
C A7
qui cuati quá qui cassote
C A7
boto o bicho e bato um bote
C E7
o qui é qui o saqué qué
G C
iantes porém aviso
A7
sô malvado num aliso
G
triste ô feliz é o cantadô
A7
queu apanhá prá dá o castigo
Bm C
apois quem canta cumigo
A7 Em
sai difunto ô sai dotô.
G D Em G D Em G D Em
Tropeiro (Elomar)
E7
Sinhô cantadô chegante
Me adisculpa o tratamento
Nessa hora nesse instante
A7 E7
Mêrmo aqui nesse momento
Tá um cantô sinificante
Sem fama sem atrivimento
Qui num é muito falante
Bm
Nem de muito cunhicimento
E7
Mais prá titos e valintia
A7 E7
Só trais ua viola na mão
Falta o iluste cumpanhêro
A7
Marcá o lugá da prufia
E7 A7
Se lá fora no terrêro
E7
Ô aqui mêrmo no salão.
Cantador (Xangai)
G
Vamo logo mão a obra
C G
Dexa as bestage de lado
qui a lua já feiz manobra
C G
No seu campo alumiado
Vosmicê qui sois daqui
C G
Vai dexano ispilicado
As moda dos cantori
C G
Qui lhe é mais agradado
G7/D
Se vamo cantá o moirão
O martelo ô a tirana
Ô a ligêra sussarana
Parcela de mutirão
Ô intonce ao invéis
A obra de nove peis
De oite sete ô seis
Ô se deiz pés em quadrão
Vamo logo mão a obra
Dêxa esas coisa de lado
Vamo cantá no salão
C
Tô mais riuna qui a cobra
A7 Bm
Qui trais no rabo incravado
G
Um invenenado ferrão.
Tropeiro (Elomar)
E7 A7
Apois sim tá certo vamo
E7 Bm
Cantá qualqué canturia
Num me deito nem me
E7
Acamo
A7 E7
Prá arrotá sabiduria
A7
Vamo cantá meu amigo
Bm E7
As moda qui tô chegano
A7
Num corremo assim o pirigo
Bm E7
De tá sempre ispilicano
Bm
Prêsse povo qui eu digo
A7 E7
Inducado iscutano
Apois prá intendê parcela
A7
Martelo ô côco tirana
E7 C
Tem qui baté mil cancela
Bm E7
Na istrada dos disingano
A7
E ainda purriba tem
C A7 Em
Qui sabê sofrê e isperá
A7
Mêrmo sabeno qui num vem
C Bm
As coisa do seu sonhá
Na istrada dos disingano
C A7
Andei de noite e de dia
C A7
A pois sim tá certo vamo
Bm E7
Cantá qualqué canturia.
Cantador (Xangai)
E7
Na istrada dos disingano
Andei de noite e de dia
Inludido percurano
G
Aprendê o qui num sabia
Quando eu era moço um dia
Arrisulví sai andano
Pula istrada da aligria
A7
A aligria percurano
Curri doido atrais dela
G
Entrô ano saiu ano
C
Bati mais de mil cancela
Bm E7 (2 vezes)
Na istrada dos disingano
Cantador (Xangai)
E7
Todo cantadô errante
Trais nos peito ua marzela
Nas alma lua minguante
G
Istrada e som de cancela
G C
Fonte qui ficô distante
A7 G
Qui matava a sêde dela
Bm
E o coração mais discrente
G E7
Dos amô da catinguêra
Bm
Ai o amô é ua serepente
A7 G
Esse bicho morde a gente
A7 G
Vamo pois cantá parcela
A7 E7 A7 E7 A7 E7
Daindá, daindá, daindá
Tropeiro (Elomar)
E7
Eu sô cantadô de côco
Eu num canto parcela
Bm
Parcela é feiticêra
A7
Eu corro as légua dela
E7
Ai, ai, ai, ai,
G G7/D
Chegano num lugá
A7
Adonde têja ela
C
Eu vô me adisculpano
G
E dano nas canela
A7 E7 A7 E7 A7 E7
Daindá, daindá, daindá
E7
Cunhici um cantadô
Distimido e valente
Qui mangava do amô
G
E zombava a fé dos crentes
G7/D
Mais um dia ele topô
Nos batente dua jinela
C7 Em
Com o bicho do amô
C A7 G
Mucama pomba e donzela
G7/D
E o cantadô aos poço
A7
Foi se paxonano pru ela
C Bm
Inté qui um dia ficô lôco
C A7
De tanto cantá parcela
C
E hoje véve pela istrada
A7 C
Rismungano qui a culpada
A7 E7
Foi a mucama da jinela
A7 E7 A7 E7 A7 E7
Daindá, daindá, daindá
E7
Eu sô cantadô de côco
Apois quem canta parcela
C
Corre um risco São Francisco
Bm E7
Morre doido cantano ela
A7 E7 A7 E7 A7 E7
Daindá, daindá, daindá
(Fragmentos do 5º canto: Das Violas da Morte,
do Auto da Catingueira)
História de vaqueiros
(D A Em )
Mais foi tanto dos vaquêro qui rénô no meu sertão
(D )
qui cantano um dia intêro num menajo todos não
(D A Em )
João Silva do Ri-das-Conta Antenoro do Gavião
( D )
Bragadá lá das Treis Ponta Tiquiano do Rumão
(Em D ) (Em Bm)
ranca tôco ribadêro matadô de lubião
turuna qui laça frechêro nos iscuro pelas mão
( A )
mermo cantano um dia intêro num menajo todos não
( D A D )
Certa feita vô contá só um feito desse vaquêro
( A Bm )
foi chamado pra pegá um levantado marruêro
( G D A )
Morada Velha do Olivêra Lagoa do Pancadão
( Bm A A/C E )
Tiquiano foi só cum a pitéra a Ri-de-Conta e sem gibão
( Dm Am Dm Am)
méa noite e lua e um quilarão
( D A D )
Pontô o bicho na bibida vino do fundo da mata
( A Bm )
na lagoa de pureza feito u’a bacia de prata
( G D A )
qui buniteza nessa hora só lamento nun tá lá
( Bm A A/C E )
e sem mais demora Tiquiano gritô: vem bichão vem cá!
( Dm Am Dm Am )
riscô um tufão feito um raiá
( D A D )
Já cum bicho bem pegado ma ponta do pau-de-ferro
( A Bm )
pelos mistero da hora in qui num pode havê êrro
( G D A )
o incapetado lubisomi ‘stremeceu soltô truvão
(Bm A A/C E )
já tava intregano ao bicho home as alma nas palma das mão
(Dm Am Dm Am G Dm G Dm )
faca na venta e sangue no chão e a lua oumenta o quilarão
(Dm Am Dm Am )
faca na venta e boi no chão
REFRÃO
( D A D )
As Guariba é um cruzamento in toda tarde de dumingo
( A Bm )
hai um grande ajuntamento de muita gente e malungo
( G D A)
moça bunita perdedéra Bragadá sua perdição
( Bm A A/C E )
boi das arma branca cara preta catravo de pé e mão
(Dm Am Dm Am G Dm G Dm )
fera sturrano cavava o chão surucucú de dois ferrão
( Dm Am Dm Am )
malvado e brabo pegô Juão
( D A D )
Derna o tempo de minino fazia pur brincadêra
( A Bm )
pegá bicho remeteno de mão pilunga ô pitêra
( G D A )
dentra da venda in descursão entrô os vaquêro de lá
( Bm A A/C E )
pruns olhos bunito cum ferrão pulô a cerca Bragadá
( Dm Am Dm Am G Dm G Dm )
a noite intéra bebeu dançô na brincadêra no Tomba virô
( Dm Am Dm Am )
moça bunita laço de amô
( D A D )
Pelo triz de um momento da peleja in certa altura
( A Bm )
viu nos olhos da morena ispelhada u’a mancha iscura
( G D A )
faca na venta o boi morreno Bragadá caiu no chão
( Bm A A/C E )
cum o vazí rasgado ‘stremeceno parava o saingue c’as mão
( Dm Am Dm Am G Dm G Dm )
amô nun sei pru modi quê facilitei olhei você
( Dm Am Dm Am G Dm G Dm )
foi pur teus olhos pur a fulô pegava o boi boi me pegô
(Dm Am Dm Am Dm Am Dm Am )
é dura a sorte do pegadô morrê da morte chifrada amô
REFRÃO
mermo cantano um dia intêro num menajo todos não
mermo cantano um dia intêro nun menajo meus irmão…
Incelença do Amor Retirante
Intro: Dm Gm
Dm Gm
Vem amiga visitar
Dm
A terra o lugar
A
Que você abondonou
Dm Gm
Inda ouço o murmurar
Dm
Nunca vou te deixar
G A7
Por deus nosso senhor
F G
Pena companheira agora
Am
Que você foi embora
A7
A vida fulorou
Dm Gm
Ouço em toda noite escura
Dm
Como eu a tua procura
A7
Um grilo a cantar
Dm Gm
La no fundo do terreiro
Dm
Um grilo violeiro
G A7
Ianbado a procurar
F G
Mas lá pela madrugada
Am
Ouço o canto da amada
Am D Am D C D
Do grilo cantador
Am Gm
F G
Geme os rebanhos na aurora
Am
Mugindo cadê a senhora
E Am A7
Que nunca mais voltou
Dm Gm
Faz um ano em janeiro
Dm
Que aqui possou um tropeiro
A7
O cujo prometeu
Dm Gm
Di na deradera lua
Dm
Trazer noticia tua
G A7
Se vive ou se morreu
F G
Derna aquela madrugada
Am
Tenho os olho na estrada
Am D Am DC
E a tropa na voltou
D Am Gm
F G
Ao senhor peço clemença
Am
Num canto de incelença
E Am D Am D
Pro amor que retirou
C D Am Gm
Joana Flor das Alagoas
A Bm
Joana forma as alagoa
E B7
Se alevanta e vem vê
E Bm
O truvão longe ressôa
B A
Tiranas de bem querer
A D
Joana flor das alagoas
C Bm
Olha como Deus é bom
E Bm
Encheu d´água as alagoa
E Bm E Bm
Sem flor, em flor
E D
Joana flor das açucena
E D
Teus olhos têm pena ver tanta beleza
A E
Sem ninguém pra ver
A D E
Olha a noite vai cresceno e a chuva caino
D E
E as lagoa encheno e os bicho cantano
D
Cânticas de amô
E
E só você durmino
D
Oh, Joana em flor
D A E
Ai, Joana em flor
E Bm
Ai saudade lá nos brejos
E
As Saracuras canta
Bm
Fais tempos que num vejo
E Bm
Nessa terra santa umas coisa assim
E D
Joana se alevanta todas as açucena
E D
Meus olhos tem pena ver tantas beleza
E Bm E B7
Ninguém, pra ver…
A Bm D B7 E
Louvado nosso sinhô, que ouviu minhas
A
oração
Refrão
A B Bm
E nessa noite chorô
E B7 Bm
A chuva no meu sertão
E Bm E Bm E Bm
Joana, vem ver, os sapinho tão cantano
D E Bm
Tiranas de bem quer
Luvação
(F G C)
Acho que já tá na hora de fazer a lôvação
dos senhor e das senhora que se encronta no salão
também pus qui lá di fora nos assunta proteção
O dono da casa eu lôvo nessa lôvação primeira
no dia do casamento acudiro todo o povo
cum grande contentamento o povo da terra intêra
A noiva cum seu vestido custurado sem imenda
sem custura foi tecido por sê ele cheio di prenda
a aranha tem fio comprido caipora teceu a renda
no dia do casamento vem gente de todo lado
só num vem a viola minha porque num anda sozinha
nem o rei com a rainha porque num foi cunvidado
Acho que já tá na hora de fazer a lôvação
dos senhor e das senhora que se encronta no salão
também pus qui lá di fora nos assunta proteção
O Pedido
Em7 Em Em7 E4 Em
Já qui tu vai lá prá fêra / Traga di lá para mim
E4 Em E4 A
Água da fulô qui chêra / Um nuvelo e um carrin
(A7 A7/F#) A A7
Trais um pacote de misse / Meu amigo ah se tu visse / Aquele cego cantadô!
(A7 A7/F#) Em
Um dia ele me disse / Jogano um mote de amô
(42 30 20 23 22 20 10 23 22 20 30 32 20 30 44 42 44) Em A A4 Em
Qui eu havéra de vivê / Pur esse mundo / E morrê ainda em flô.
Em7 Em Em7 E4 Em
Passa naquela barraca / Daquela mulé reizêra
E4 Em E4 A
Onde almuçamo paca / Panelada e frigidêra
(A7 A7/F#)
Inté você disse vã lôa / Gabano a boia bôa
A A7 (A7 A7/F#) Em
Qui das casas da cidade / Aquela era a primêra
(42 30 20 23 22 20 10 23 22 20 30 30 32 20 30 32 30 )G
Trais pra mim vãs brividade / Qui eu quero matá a sôdade / Fais tempo qui fui na fêra
A Em
Ai sôdade…
Em7 Em Em7 E4 Em
Apois sim vê se num isquece / Quinda nessa lua chêa
(E4 Em) A
Nós vai brincá na quermesse / Lá no Riacho d’Arêa
(A7 A7/F#)
Na casa daquêle home / Feiticêro e curadô
A A7 (A7 A7/F#)
Qui o dia intêro é home / Filho de Nosso Sinhô
A A7 (A7 A7/F#) Em
Mais dispois da mêa noite / É lubisome cumedô
(42 30 20 23 22 20 10 23 22 20 32 30 )G
Dos pagão qui as mãe isqueceu / Do batismo salvadô
(23 22 20 23 22 20 30 32 20 32 30 42)D D4 D
E tem mais dois garrafão / Cum dois canguin responsadô
Em7 Em Em7 E4 Em
Apois sim vê se num isquece / De trazê ruge e carmim
E4 Em E4 A
Ah se o dinheiro desse / Eu queria um tracilin
(A7 A7/F#) A A7
E mais treis metro de chita / Qui é preu fazê um vistido
(A7 A7/F#) A A7 A A4 A B B4 B
E ficá bem mais bunita / Qui Madô de Juca Dido / Qui Zefa de Iô Joaquim
(Em7) (23 22 20 32 30 32 20 23 22 20 32 20)
Já qui tu vai Iá prá fêra / Meu amigo trais / Essas coisinhas para mim..
(Em7) (23 22 20 32 30 32 20 30 32 30 44 42 44)Em A A4 Em
Já qui tu vai Iá prá fêra / Meu amigo trais / Essas coisinhas para mim..
Parcelada
E7
Todo cantadô errante trais nos peito ua marzela nas alma lua minguante
G
istrada e som de cancela
C A7 Bm
fonte ficô distante qui matava a sêde dela
A7 F G E7
e o coração mais discrente dos amô da catinguêra
Bm A7 Bm
Ai o amô é ua serepente esse bicho morde a gente
A7 E7 A7 E7 A7 E7 A7 E7
vamo pois cantá parcela daindá, daindá, daindá
E7
Eu sô cantadô de côco eu num canto parcela
Bm A7
parcela é feiticêra eu corro as légua dela
E7
ai, ai, ai, ai,
G G7/D A7 C
chegano num lugá adonde têja ela eu vô me adisculpano
E7 A7 E7 A7 E7 A7 E7
e dano nas canela daindá, daindá, daindá,
E7 G
cunhici um cantadô distimido e valente
G
qui mangava do amô e zombava a fé dos crentes
G7/D C7 Em
mais um dia ele topô nos batente dua jinela com o bicho do amô
C A7 G
mucama pomba e donzela
G7/D A7
e o cantadô aos pôco foi se paxonano pru ela
C Bm C A7
inté qui um dia ficô lôco de tanto cantá parcela
C A7 C
e hoje véve pela istrada rismungano qui a culpada
A7 E7 A7 E7 A7 E7 A7 E7
foi a mucama da jinela daindá, daindá, daindá.
E7
eu sô cantadô de côco apois quem canta parcela
C Bm E7
corre um risco São Francisco morre doido cantano ela
A7 E7 A7 E7 A7 E7
daindá, daindá, daindá…
Peão na Amarração
C F F7 C
Inconto a sulina amansa ricostado aqui no chão
C Bb7 F7 C
Na sombra dos imbuzêro vomo intrano in descursão
C F F7 C
É o tempo qui os pé discança e isfria os calo das mia mão
C Bb7 F7 C
Vô poiano nessa trança a vida in descursão
C F F7 C
Na sombra dos imbuzêro no canto de amarração
C F F7 C
Tomo falano da vida fela vida do pião
C Bb7 F7 C
Inconto a sulina amansa e isfria os calo da mão
C D7 G
É qui uma vontade é a qui me dá tali cuma u’a tentação
C D7 C
Dum dia arresolvê infiá os pé pelas mão
C A7 F C
Pocá arrôcho pocá cia jogá a carga no chão
C Bb7 F
I rinchá nas ventania quebrada dos chapadão
A7 D7
Nunca mais vim nun currá nunca mais vê rancharia
G C G C D7
É a ceguêra de dexá um dia de sê pião num dançá mais amarrado
C D7
Pru pescoço cum cordão de não sê mais impregado
C
E tomém num sê patrão
G C
Cum’a vontade qui me dá
A7 D7 A7 C
Dum dia arresolvê jogá a carga no chão
C F F7 C
Cumo a cigarra e a furmiga vô levano meu vivê
C Bb7 F7 C
Trabaiano pra barriga e cantano inté morrê
C F F7 C
Vencemo a má fé e a intriga do Tinhoso as tentação
C Bb7 F7 C
Cortano fôias pra amiga parano ponta c’as mão
C F F7 C
Cumo a cigarra e a furmiga cantano e gaiano o pão
C F F7 C
Vô cantano inconto posso apois sonhá num posso não
C Bb7 F7 C
Nos tempo qui acenta o almoço eu sõin qui num sô mais pião
D7 G
É qui uma vontade aqui mi dá dum dia arresolvê
C D7 C
Quebrá a cerca da manga e dexá de sê boi-manso
C A7 D7 C
Quebrá carro quebrá canga de trabaiá sem discanso
C Bb7 F
Me alevantá nos carrasco lá nos derradêro sertão
A7 D7
Vazá as ponta afiá os casco boi Turuna e Barbatão
G C G
É a ceguêra de dexá um dia de ser pião
C D7 C
De nun comprá nem vendê robá isso tomém não
D7 C
De num sê mais impregado i tomém num sê patrão
G C A7 D7
Cum um’a vontade qui me dá dum dia arresolvê
A7 C
Boi Turuna e Barbatão
C F F7 C
Toda veiz qui vô cantá o canto de amarração
C Bb7 F7 C
Me dá um pirtucho na güela e um nó no coração
C F F7 C
Mais a canga no pescoço Deus ponhô pru modi Adão
C Bb7 F7 C
Dessa Lei nunca mi isqueço cum suó cumê o pão
C F F7 C
Mermo Jesus cuano moço na Terra tomen foi pião
C F F7 C
E toda veiz qui fô cantá pra mim livrá da tentação
C F Bb7 C
Pr’essa cocêra cabá num canto mais marração.
Puluxias
B C#m E F# ( E B )
Levanta lmburana a manhã já chegô / a besta ruana na istrada formô
( C#m B ) B F# B
a tropa incantada do patrão-sinhô / pega a feijoada Imburana meu amô
B C#m E F# ( E B )
Ti alembra qui nóis num tem nada na vida / o bem qui nóis tinha Deus deu Deus levô
( C#m B ) B F# B
dexô nóis cuá graça e as fôrça da vida / cum que nóis amassa o pão cum suó
PULUXIA ESTRADEIRA
(G#m B G#m) E B E C#m E B
Eh / mula ruana pisa no chão / depressa correno qui a noite já vem
E B C#m B E B C#m B
éh mula ruana / tú é nosso bem, ai / n’é João Imburana / o bem qui nóis tem…
B E F# G#m
Gonsalin era um tropéro / qui viveu a vida andano
E B F# G#m
de janéro a janéro / caminhava todo ano
B E F# G#m
dérna qui perdeu seu pai / na fome do noventinha
E B
só déis anos ele tinha
B E F# G#m
Isturdia um tropêro / um tal Miguel Ventania
E B F# G#m
usentado apois a tropa / hoje é ridicularia
B E F# G#m
me contô qui uns viajante / nos corredô da Filiça
E B C#m B
hoje in plena luz do dia / dero c’um cego errante
E B G#m
cantano essa puluxia / éh éh éh…
E B E C#m E B
Mula ruana pisa no chão / depressa correno qui a noite já vem
E B C#m B
éh mula ruana / cadé nosso bem, ai,
cadé João Imburana / qui nunca mais vem
qui nunca mais vem / qui nunca mais vem…
Retirada
Intro: (F Dm G Dm F Dm G Dm G Dm C Am)
F
Vai pela estrada enluarada
G F
Tanta gente a retirar
Dm
Levando só necessidade
G Dm C Am
Saudades do seu lugar
Am
Esse povo muito longe
Am Fm Cm Fm
Sem trabalho, vem prá cá
Cm Fm Cm
Vai na estrada enluarada
Fm Cm Fm Cm
Tanta gente a retirar
Fm Cm
Um ano para a cidade
F Cm Bb Cm
Sem vontade de chegar
F
Passa dia, passa tempo
G F
Passa o mundo devagar
Dm
Lembrança passa com o vento
G Dm C Am
Pedindo não retirar
Am
Tudo passa nesse mundo
Cm Fm Cm Fm
Só não passa o sofrimento
Cm Fm Cm
Na estrada enluarada
Fm Cm Fm Cm
Tanta gente a retirar
Fm
Sem saber que mais adiante
F Cm Bb Cm
Um retirante vai ficar
F
Se eu tivesse algum querer
G F
Nesse mundo de ilusão
Dm G Dm C Am
Não deixava que a saudade associada com penar
Am Cm Fm Cm Fm
Vivesse pelas estradas do sofrer a mendigar
Cm Fm Cm
Vai pela estrada enluarada
Fm Cm Fm Cm
Tanta gente a retirar
Fm Cm
Levando nos ombros a cruz
F Cm Bb Cm
Que Jesus deixou ficar
F
Eu não canto por saber
G F
Nem tanto por reclamar
Dm
Tenho minha vida de labuta
G Dm C Am
Canto o prazer, canto a dor
Am
Que às vezes até labuto
Cm Fm Cm Fm
O que Deus do céu não mandou
Cm Fm Cm
Vai pela estrada enluarada
Cm Am Fm Cm
Tanta gente a retirar
Fm Cm
Passando com traça e vento
F Cm (Bb Cm)
Bebendo fel e luar
O Violero
( Dm C Bb C Dm )
Vô cantá no canturi primeiro / as coisa lá da minha mudernage
( Gm Dm Bb C Dm )
Qui mi fizero errante e violêro / eu falo sério e num é vadiage
( Gm Dm C F )
I pra você qui agora está me ôvino / juro até pelo Santo Minino
( Bb C F G Dm )
Vige Maria qui ôve o qui eu digo / si fô mintira me manda um castigo
C G Dm Bb C Gm C Bb Dm C Gm
Apois pro cantadô i violêro / só hai trêis coisa nesse mundo vão
( Dm C Bb C F C Dm )
Amô, furria, viola, nunca dinhêro
( C Gm A Dm )
viola, furria, amô, dinhêro não 2X
( Dm C Bb C Dm )
Cantadô di trovas i martelo / di gabinete, ligeira i moirão
( Gm Dm Bb C Dm )
Ai cantadô já curri o mundo intêro / já inté cantei nas portas de um castelo
( Gm Dm C F )
Dum rei qui si chamava di Juão / pode acreditá meu companhêro
( Bb C F G Dm )
Dispois di tê cantado u dia intêro / o rei mi disse fica, eu disse não
REFRÃO
( Dm C Bb C Dm )
Si eu tivesse di vivê obrigado / um dia inhantes desse dia eu morro
( Gm Dm Bb C Dm )
Deus feiz os hóme e os bicho tudo fôrro / já vi iscrito no Livro Sagrado
( Gm Dm C F )
Que a vida nessa terra é u’a passage / i cada um leva um fardo pesado
( Bb C F G Dm )
É um insinamento que derna a mudernage / eu trago bem dent’ do coração guardado
REFRÃO
( Dm C Bb C Dm )
Tive muita dô di num tê nada / pensano qui êsse mundo é tud’ tê
( Gm Dm Bb C Dm )
Mais só dispois di pená pelas istrada / beleza na pobreza é qui vim vê
( Gm Dm C F )
Vim vê na procissão lôvado-seja / i o malassombro das casa abandonada
( Bb C F G Dm )
Côro di cego nas porta das igreja / i o êrmo da solidão das istrada
REFRÃO
( Dm C Bb C Dm )
Pispiano tudo du cumêço / eu vô mostrá como faiz o pachola
( Gm Dm Bb C Dm )
Qui inforca u pescoço da viola / rivira toda moda pelo avêsso
( Gm Dm C F )
I sem arrepará si é noite ou dia / vai longe cantá o bem da furria
(Bb C F G Dm )
Sem um tostão na cuia o cantadô / canta inté morrê o bem do amô
REFRÃO
Zefinha
G
Ô Zefinha
C Am D/B
O luar chegou meu bem
G C D/B G
Vamos pela estrada que teu pai passou
C Am D7 A7
Quando era criancinha igual você também
G C
Ô Zefinha
Am D/B
essa é a terra de ninguém
G F Bb
Guarda na lembrança ela é a esperança
Bb7 C
Dos filhos da terra
A G
Que a terra não tem
Bb7 C
Dos filhos da terra
A G
Que a terra não tem
G A7 Em G7 A
Nela o teu pai nasceu e se criou
C Bb7
E se Deus quiser
A C
Um dia há de morrer também
Bb7 C
E se Deus quiser
A G
Um dia há de morrer também
G C
Ôôôô… Zefinha
Am D/B
Ouve o seu pai meu bem
G C D/B G
Ama essa terra que nosso Sinhô
C Am D7 A7
Um dia batizô a terra de ninguém
G C
Ôôôô… Zefinha
Am D/B
Veja quantos ranchos tem
G F Bb
Nessa terra os homi planta, colhi e comi
C A G
Louvando Jesus na terra de ninguém
Bb7 C A G
Louvando Jesus na terra de ninguém
REFRAO
G C
Ô Zefinha
Am D/B
Veja esse vale além
C Am D/B G
Seco de tristeza se enche de beleza
C Am D7 A7
Cum todas criatura quando a chuva vem.
G
Ô Zefinha
C Am D/B
Quando o seu pai for pro além
G F Bb
Olha essa gente, cuida´s criancinhas
Bb7 C A G
E toma conta dessa terra de ninguém {Bis}
G Em A
Apois nela o teu pai nasceu e se criou
C Bb7
E se Deus quiser
A C
Um dia há de morrer também
Bb7 C
E se Deus quiser
A G
Um dia há de morrer também
{repete 4 vezes}
Bb7 C
E se Deus quiser
A G
Um dia há de morrer também
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A
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- Abrigo de Vagabundos
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- Aguapé
- Água que Correu
- Aguenta a mão João
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- Ai de mim, Copacabana
- Alegria Alegria
- Alexandre
- Alexandrino
- Alguém cantando
- Alguém Me Avisou
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- Alucinação
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- Amanhã
- Amante Amado
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- Amora
- Amor de perdição
- Amor distante
- Amor mais que discreto
- Anjos
- Antes do fim
- Antônia (Todas As Crianças do Mundo)
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- Apenas um rapaz latino americano
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- Araçá Azul
- Armandinho
- Aroeira
- Arraial
- Arrumação
- Aruanda
- Assim os dias passarão
- Assim os dias passarão
- As asas
- As Coisas
- As Curvas da Estrada de Santos
- As mariposa
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- Até mais ver
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- Avarandado
- Ave Maria
- Ay Amor
- Azul
- A Casa é Sua
- A Estrada e o Violeiro
- A Luz da Light
- A Luz de Tieta
- A Outra Banda da Terra
- À Palo Seco
- A primeira vez
- A primeira vez
- A primeira vez que fui ao Rio
- À primeira vista
- A prosa impúrpura do Caicó
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- A terceira margem do rio
- A Voz do Morto
B
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- Baihuno
- Baião atemporal
- Baião da Penha
- Balada de madame Frigidaire
- Balada do Amor
- Beleza Pura
- Bel prazer
- Bem Devagar
- Benazir
- Berimbau
- Bicho preguiça
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- Boiada
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- Bom é Batuta
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- Brasileiramente Linda
- Brasil Poeira
- Brincando com a vida
C
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- Cada qual com sua mania
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- Caminhos me levem
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- Campo Harmônico Escala Menor
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- Canção Nordestina
- Canção Primeira
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- Canto de Um Povo de Um Lugar
- Canto do mundo
- Canto do povo de algum lugar
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- Cavaleiro de São Jorge
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- Cuitelinho
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D
E
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F
I
L
M
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